O serviço público apresenta graves sinais de envelhecimento. Nos próximos quatro anos cerca de 40% dos atuais servidores terão as condições para solicitar aposentadoria. Serão 452 mil servidores a menos.
A realidade preocupa as autoridades que se vêem em uma encruzilhada entre os cortes necessários no orçamento e a imensa demanda de novas contratações. Com essa realidade, quem ganha são os que almejam uma vaga no setor público.
Entre os órgãos com mais aposentadorias previstas estão o Ministério da Agricultura, o Banco Central (BC) e o Senado Federal. No BC, cerca de 1.908 servidores terão condições para se aposentar até o fim deste ano. Em 2013, o número subirá para 2.425, aproximadamente 51,7% do total de ativos. Em 2009, o BC realizou concurso com 500 vagas. O preenchimento dos cargos já está concluído e outra turma de aprovados será convocada: 83 analistas e 37 técnicos. "Nosso pedido é para uma ampliação prevista em lei de 50% referente ao número inicial de vagas, que representaria 250 oportunidades. Queremos chamar os concursados até esgotar as possibilidades desse processo seletivo, que vence em junho de 2012", informou a Assessoria do Banco Central.
No Senado o cenário também preocupa. Nos próximos quatro anos 1.457 servidores devem se aposentar, sendo 300 até o fim de 2011. Para suprir as lacunas já existentes e completar o quadro, até o mês que vem deverá ser lançado o edital para o próximo concurso. As oportunidades serão direcionadas para os níveis médio e superior, com remuneração inicial entre R$ 13,2 mil e R$ 22,6 mil.
O Ministério do Planejamento informou que pretende realizar mais concursos ao longo dos próximos anos. De acordo com estatísticas do Ministério, hoje, a idade média dos funcionários federais é de 46 anos. O órgão que apresenta o quadro mais envelhecido é o Ministério da Agricultura, onde os servidores têm, em média, 52 anos. Depois dele, destacam-se os ministérios da Ciência e Tecnologia (50) e da Integração (50).